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SOBRE
O DÍZIMO:
01.
Muitos
grupos entre as igrejas protestantes insistem que o membro é (ou deve ser)
forçado a dar o dízimo, que, ensinam, faz parte dos mandamentos de Deus
para a igreja. Nada mais errado! Já explicamos várias vezes o que o dízimo
é, mas resumamos aqui o assunto mais uma vez.
02.
O
dízimo era um sistema de contribuição ordenado por Deus a fim de
suportar e sustentar, na nação de Israel, a tribo dos Levitas, a qual foi
encarregada de operar o Tabernáculo em todas as suas funções, e não
recebeu qualquer herança de terras.
03.
O
Senhor Deus ordenou que o dízimo fosse apenas 10% do total
das colheitas e dos rebanhos criados anualmente.
04.
O
Israelita ficaria portanto, na posse dos 90% restantes para seu uso
pessoal.
05.
Pregar
sermões
sobre o dízimo é totalmente contra as Escrituras. A
pregação deve concentrar-se unicamente sobre a simplicidade do evangelho,
excluindo tudo o mais, seja dízimos, finanças, política e outras
matérias prejudiciais.
06.
Levantar
a oferta durante o culto é um erro gravíssimo na igreja
protestante, especialmente quando é feito antes do sermão, levando
o observador inteligente a equacionar o sermão com a necessidade de o
suporta com dinheiro!
07.
No
caso de estar presente no culto um convidado, ao qual lhe é pedido (discretamente,
claro) para contribuir com oferta para um grupo onde nem sequer
pertence, isso é uma gravíssima falta de consideração e falta de
boas maneiras. Infelizmente as igrejas protestantes de hoje estão reduzidas
a esta deplorável e indesculpável falta de educação elementar e
moral.
08.
O
dízimo não é uma forma de oferta no Novo Testamento, nem
foi sancionado pela igreja, visto que a igreja não é Israel! Paulo dedica
o capítulo 9 de segunda aos Coríntios ao assunto das ofertas e nunca
menciona o dízimo. O mesmo acontece em Filipenses 4:10-19. A igreja
primitiva afastou-se do princípio dizimista por razões obvias: era um
sistema que tinha morrido com a Dispersão de Israel, devido à desobediência
aos outros mandamentos mais importantes, tais como repudiar a idolatria. Os
judeus que ocupavam a Palestina ao tempo de Jesus já pagavam um pesado
tributo a Roma, o que os deixava com menos de 90% estabelecido para a
nação de Israel. Embora dessem o dízimo de tudo, Deus já não apreciava
tal ritual.
09.
O
mesmo acontece hoje. O cristão é obrigado a contribuir, para o estado onde
vive, com bastante mais que os 10% que era a norma em Israel. Assim,
o cristão jamais pode obedecer a norma dos 10% pois também os 90%
não lhe estão garantidos ou reservados. Daí, o sistema cair em desuso por
ser impossível praticá-lo. Deus foi justo com DEZ POR CENTO, assim
como foi justo com os NOVENTA POR CENTO que ficavam! Mas a igreja APÓSTATA
de hoje é desonesta nessa matéria devido à IGNORÂNCIA dos líderes e sua
VAIDADE religiosa!
10.
O
princípio cristão encontra-se determinado em 2 Coríntios 9:6-7. “Cada
um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por
necessidade, porque Deus ama ao que dá com alegria”. Quando o pastor
requer do membro o seu dízimo POR NECESSIDADE (conforme o versículo!),
baseada na VAIDADE da carne, isso é CONDENADO por Paulo (muitos
maus exemplos ilustrariam aquelas três palavras, se quiséssemos aprofundar
o tema!)! Ora, dar 10% do salário grosso antes de lhe ser
retirado pelo menos a fatia dos 30% para o estado, não é bíblico.
Alguns grupos vão ao extremo (como os Nazarenos) de insistir que o
membro tem a obrigação de contribuir com 10% do salário grosso!
Tal absurdo é o que leva muitos observadores a rejeitar certos
grupos de igrejas e acusá-los (justamente) de mentirosos,
gananciosos, VAIDOSOS, desperdiçadores e sem amor àqueles que tentam
explorar à custa de Malaquias 3 e outros ERROS doutrinários! Gálatas
5:1: “Estai, pois, firmes na
liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo
do jugo da servidão”. Gálatas 5:14:
“Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo
como a ti mesmo”.
11.
Usar
Mateus 22:21 para defender o dízimo é um absurdo teológico,
mas, infelizmente, as igrejas que o defendem não se poupam a esforços para
justificar passagens como esta. A palavra DÍZIMO não aparece no
versículo e Jesus não estava a instruir a igreja que ainda não existia. César,
de facto, levou para Roma tudo o que lhe pertencia como conquistador,
conforme Jesus avisou, destruindo o templo e rapinando toda a sua riqueza e
glória.
12.
Citar
Mateus 23:23 para reforçar Malaquias 3:8-10 é outro estratagema
desonesto dos defensores do dízimo e um insulto à inteligência quando
vem dos púlpitos! As palavras ásperas de Jesus jamais poderiam ser
aplicadas à igreja que ainda não tinha nascido naquele momento.
Mateus é o elo da revelação progressiva do VT para o NT que estava tendo
lugar com a presença FÍSICA do Senhor na terra. Paulo, que entendia
perfeitamente toda a lei do VT jamais escreveu uma palavra para aplicar o dízimo
à igreja. O princípio bíblico para as igrejas que Paulo fundou e a
doutrina que passou a Timóteo estabelece que “o que semeia pouco,
pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará”
(2 Cor 9:6), mas a graça de Deus (v.8) abundante em nós, produz boas
obras. Pouco ou muito, deve redundar em boas obras e bom fruto e não
desperdício. Paulo equaciona a oferta aos santos em necessidade com a glória
que essa oferta traria para o evangelho de Cristo (v.13). Ora, não é o que
se observa na igreja destes dias de Laodiceia (Apoc 3:14-22): riqueza
material aos olhos humanos, porém produzindo aos olhos do Espírito Santo
uma figura das mais negativas que a Bíblia descreve (3:17). O princípio de
Paulo é uma igreja onde a oferta é para produzir BOM FRUTO. Segundo o
mesmo apóstolo, levantar a oferta durante o culto nunca se aplicaria nas
igrejas por ele fundadas (1 Timóteo 6:3-21 – ver o contexto em que Paulo
escreve a Timóteo)! “Nessa cobiça, alguns se desviaram da fé”.
Paulo ordena Timóteo à luta pela fé, e não a pregar sobre dinheiro,
sobre o dízimo, sobre orçamentos, compra de propriedades, investimentos a
prazo, candelabros de luxo, e muitas outras VAIDADES (Eclesiastes 1:2)
copiadas de seitas como a do papa, onde existem catedrais com o nome
do apóstolo, o que ele abominaria! Diante do tribunal de Cristo, Paulo
quererá saber quantas almas por ele evangelizadas foram arrancadas à
IDOLATRIA e não quantas catedrais com o seu nome foram levantadas para
praticar o culto aos ídolos! Entre os protestantes e neo-cristãos, milhões
vindos da oferta são enterrados nesses monumentos para satisfazer a
vaidade dos homens. Em termos práticos, a oferta (segundo Paulo) seria
recolhida dos crentes para produzir BOAS OBRAS e bom fruto para glória do
evangelho de Cristo (v.13), auxiliando, primeiro, os santos em necessidade
(2 Cor 9:12), sem ferir nenhum deles com arrogantes ameaças sobre o
dízimo! As seitas nascem onde a palavra de Deus é interpretada
primeiro para favorecer o homem (o dízimo tem produzido uma leva de
seitas!!). Retirar a oferta a esses grupos é a melhor oferta que se
pode dar, para que a vaidade seja destruída pelo trabalho útil. Provérbios
13:11 – “A riqueza de procedência vã diminuirá, mas quem a ajunta
com o próprio trabalho a aumentará”.
13.
Usar
Malaquias 3:8-10 é outra TERRÍVEL HERESIA praticada por
quase todas as denominações. A passagem nada tem a ver com a igreja, e
lendo cuidadosamente o contexto, a razão da exclamação de Deus salta à
vista! Que horrível heresia e falta de educação do ministro
ir ao ponto de acusar a congregação de roubar a Deus quando, muitas vezes
o grupo desperdiça milhares em vaidades humanas e, até, o ministro
em muitos desses casos, não passa de um mercenário que não ama as ovelhas
do seu rebanho, antes as maltrata, pois nunca foi chamado para as levar a
pastos verdejantes! Além disso, os membros da igreja são, em geral, os
melhores amigos do pastor, e ainda assim são maltratados por ele no que
respeita a dinheiro! Líderes que usam o púlpito para ROUBAR os crentes
deviam ser despedidos do ministério sem mais rodeios.
14.
Leia Deuteronômio 14:28-29 e imagine a impossibilidade de praticar o dízimo
no presente, fora da nação de Israel do passado.
15.
Como
grande parte das heresias, forçar a igreja a pagar o dízimo
foi ressuscitado pelos papas da seita de Roma, ao tempo do Sínodo de
Macon – 585 DC. O católico foi instruído a pagar o dízimo sob
pena de excomunhão, o que aterrorizava o povo simples e iletrado no
catolicismo. “O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”, 1
Timóteo 6:10. Mais tarde, o diabólico confessionário (uma invenção
religiosa que nasceu no INFERNO!) iria reforçar aquela obrigação
fiscal à seita diabólica, com ameaças de grave pecado caso não
fosse obedecido. Pelo tempo de Carlos Magno (século 8), as nações
católicas eram forçadas a contribuir com o dízimo para os cofres
de Roma. O “Santo Império Romano” praticou por séculos o
assalto à bolsa e à propriedade dos seus cidadãos. A MALIGNA Inquisição
aumentou muito o patrimônio papal à custa das suas expropriações, Indulgências
e ROUBOS em nome do papa. A partir do século 16, os Anabaptistas começaram
a pregar contra o sistema fiscal dos papas e após a Reforma diminuiu
esse pecado e abuso nos países libertados de Roma. O Concilio de Trento
(século 16) decretou que era crime reter o dízimo. A Revolução
Francesa acabou com o “Santo Império Romano” e o
sistema fraudulento de cobrança de dízimos acabou por aí.
16.
Reter
o dízimo
não é pecado! Dar meio por cento, 10% ou o que quer que seja fica ao
critério de cada um, segundo 2 Coríntios 9:6-7. Ameaçar os
crentes com o dízimo (ou com Malaquias 3:8) é um PECADO
GRAVÍSSIMO e extremamente reprovável das igrejas protestantes!
Isso, além de ser falta de amor, respeito e educação por parte
daqueles que insistem nessa heresia! Muito do dinheiro colectado hoje
é para usar mal e/ou enterrar em propriedade ou outras vaidades
das igrejas. Alguns grupos (os Nazarenos, por exemplo) têm tanta
propriedade que se os membros deixassem de dar oferta, a venda dessas
propriedades manteria a inútil liderança por várias décadas. As igrejas
protestantes seguem de perto a vaidade dos papas com as suas catedrais e
outros monumentos (até chegar “César” e destruir tudo!).
Os grupos carismáticos e neo-pentecostais e outros (grupos como a IURD
– Igreja Universal do Reino de Deus!), além de ofenderem/roubarem os
seus membros com pregações acerca de dinheiro, contribuem
para a desonra do evangelho e é necessário repreendê-los pela ofensa. O
que vai por aí nas igrejas evangélicas com “promessas” para
isto e para aquilo, mais envelopes para pôr dinheiro para este e aquele
projecto, mais gráficos para ofertas especiais, etc., não passam de meios
NÃO BÍBLICOS de forçar as vítimas a contribuir debaixo de ameaças
disfarçadas!
17.
Desafiamos
quem quiser defender o dízimo pelo Novo Testamento – uma IMPOSSIBILIDADE!
Advertimos que já ouvimos TODAS as explicações possíveis e imaginárias
daqueles que ABUSAM e exageram o assunto! A situação no meio evangélico
é de tal APOSTASIA que o crente devia RETER a sua oferta a
fim de ser abençoado por Deus. A destruição da oferta em VAIDADES
humanas é uma PRAGA pior que as que atacaram o Egipto!
18.
O
crente atento deve ter muito cuidado com a sua oferta, a fim de não a
DESPERDIÇAR e, no processo, PECAR contra Deus e contra a igreja verdadeira (os
irmãos que têm verdadeiras necessidades –
e há MUITOS
nas
igrejas e fora delas – esses que estão fora, também necessitam da nossa
oferta, pois muitas vezes foram VÍTIMAS daqueles aldrabões do púlpito!),
além de, vítima de pastores oportunistas e moralmente mal formados
(!!), além de ARROGANTES com Malaquias 3:8 (!!!), PREJUDICAR a sua própria
família, retirando-lhe o pão para o entregar a IMPOSTORES ecumênicos e
outros!
Júlio
Carrancho Joanesburgo
(
Setembro/2002 )
Texto Original:
http://www.adventistas.com/maio2003/schultze_dizimo4.htm
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