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01 -
História do Rock N' Roll
O rock’n’roll
foi dos estilos musicais mais controversos já criados na história
da música. Surgiu em meados da década de 50, nos Estados Unidos,
oriundo, primordialmente, do blues e da country music do sul daquele país.
Desde seu nascimento, o rock gerou polêmica, seja por causa da
simplicidade de suas estruturas musicais, da atitude transgressiva de seus
executores ou da pretensa rebeldia que de seus fãs emana. Os primeiros
roqueiros, Bill Haley, Chuck Berry, Little Richard e alguns outros,
tornaram-se artistas de espetacular sucesso justamente por causa dessas
características, o que os fez amados pelos jovens e odiados pelos pais
conservadores. Com o tempo, porém, o rock foi modificando-se,
pulverizou-se numa miríade de sub-estilos (rockabilly, punk, hard rock,
heavy metal etc.) e foi assimilado pela mídia e pela cultura ocidental
como um todo, enfim, transformou-se num produto de consumo cuidadosamente
articulado para ser lucrativo. Mesmo assim, ainda existe em seu âmago as
marcas que o acompanham desde sua concepção: rebeldia, atitude,
transgressão, anti-sociabilidade e muito, muito dinheiro envolvido (como
ficou provado com o surgimento dos Beatles, Rolling Stones, Slade, The Who,
Led Zeppelin, Kiss, Sex Pistols e de todos os grandes nomes do gênero).
Definir o que é o rock é impossível em palavras. Para se ter idéia
exata do que estamos falando, faz-se necessária uma audição cuidadosa
de clássicos como Roll Over Beethoven, Help!, Satisfaction, Stairway To
Heaven, Great Balls Of Fire, Rock’n’Roll All Nite... Mas quem nunca as
ouviu?
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02
- História do Rock Inglês
O rock’n’roll foi uma invenção
americana e isso é inegável. Aliás, até os gêneros musicais que deram
origem ao rock’n’roll - o country, blues e rhythm’n’nblues - são
de origem americana. Apenas daí para trás é que podemos traçar outras
"nacionalidades", uma vez que a influência da música africana
(cuja introdução na sociedade americana do século XX deu-se graças aos
escravos do sul do país, que haviam herdado, mantido e revolucionado suas
tradições, mais ou menos o mesmo processo ocorrido com o samba no
Brasil, que é um ritmo brasileiro inquestionavelmente, mas oriundo da música
africana herdada pelos nossos escravos) no blues e no R’n’B é fortíssima.
Assim, do seu nascimento até a metade da década de 60, o rock’n’roll
praticamente relegou sua existência aos Estados Unidos. Entretanto, havia
uma cena incipiente em outros países europeus, em especial na Inglaterra,
e só faltava a explosão de uma banda para que uma enxurrada de novos
nomes viessem a segui-la. E, enfim, vieram os Beatles. Se, no início, não
passavam de uma cópia de Chuck Berry e Gene Vincent, ao longo dos anos
foram desenvolvendo estilo e personalidade próprias, até que estouraram
mundialmente em meados dos anos 60. Oriundos de Liverpool, começaram
copiando os americanos e, poucos anos mais tarde, estavam fazendo muitos
americanos copiarem-nos (o exemplo mais notório e grotesco foram os
Monkees). Isso pra não falar no caminho que eles (Beatles) abriram para
outras bandas inglesas, que, agora, eram a sensação e a renovação do
rock - estilo que começava, então, a tornar-se um fenômeno mundial. Além
dos Beatles, vieram da Grã-Bretanha os Rolling Stones, The Searchers, The
Animals, The Small Faces, Dave Clark Five, The Kinks e outros menos
famosos. Tais grupos traziam mais atitude, mais rebeldia (a maior delas:
os cabelos compridos e desalinhados), mais qualidade musical e, sobretudo,
mais inovações do que o que vinha sendo feito paralelamente nos EUA. A
juventude inglesa sofria de frustrações tão grandes - ou até maiores -
quanto a americana, e isso foi de suma importância para que fossem
desenvolvidas as particularidades que emergiriam do rock inglês. O
estilo, naquele país, passaria por enormes e profundas reviravoltas ao
longo de sua existência, tornando-se progressivamente mais visceral, mais
pesado, mais distorcido, mais sujo, mais obsceno. São produtos ingleses
alguns dos nomes mais revolucionários do rock em todos os tempos (e o
rock daquele país, talvez, só perca dos EUA em importância por não ter
sido o criador do gênero): Beatles, Rolling Stones, Black Sabbath
(inventor do heavy metal), Sex Pistols (consolidador do punk rock), Iron
Maiden (salvador do heavy metal) e muitos outros.
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03
- História do Rock Brasileiro
O rock’n’roll espalhou-se
por todo o planeta, ganhando características próprias da cultura dos países
que o adotaram. Como não podia deixar de ser, o Brasil foi um destes
lugares que recebeu o rock de braços abertos, incorporando-o na maneira
de ser de nosso povo. Desde o surgimento do ritmo nos Estados Unidos, os
brasileiros aprenderam a apreciar os grupos e cantores que faziam sucesso
no resto do mundo. Já no final da década de 50 e começo da de 60, Sérgio
Murilo e Celly Campelo recebiam os títulos de rei e rainha do rock
nacional, por causa dos covers que faziam e de suas famosas composições
"Marcianita" e "Broto Legal". Pouco tempo depois,
nossos músicos já começavam a manifestar as influências sofridas pelo
sucesso do rock, compondo músicas neste estilo e, às vezes, até mesmo
plagiando os estrangeiros. O fenômeno conhecido como Jovem Guarda, que
conquistou o Brasil na década de 60, é um bom exemplo de como nossos
artistas utilizavam-se da cultura norte-americana. Os grandes hits de
muitos dos grupos daquela época eram covers traduzidos de músicas
estrangeiras, com arranjos levemente modificados. Cantores como Wanderléia,
Silvinha, Eduardo Araújo, Renato e seus Blue Caps, Jerry Adriani, The
Fevers, Golden Boys e muitos outros, tornaram-se famosos justamente por
causa destes covers. É claro que todos eles tinham suas próprias canções,
que também ganharam reconhecimento do público daqui mas, sem dúvida, o
primeiro impacto sempre era conseguido através de um cover. Dois dos
maiores compositores deste tempo eram Roberto Carlos e Erasmo Carlos,
cujas músicas fizeram muito sucesso e foram cantadas por quase toda a
turma da Jovem Guarda. Na verdade, existia um grande rodízio de composições
feitas e cantadas por todos, como se a Jovem Guarda fosse uma grande família.
A divulgação dos brasileiros do rock’n’roll era feita através de um
programa televisivo transmitido nas tardes de domingo, chamado justamente
Jovem Guarda. E daí saiu a denominação do movimento. Nesta mesma década
de 60, surgiram outros grupos de rock que passariam a ter grande importância
no desenvolvimento do estilo no Brasil. Mais precisamente em 1966, o país
viu nascer o mais irreverente dos grupos, cuja vocalista ruiva é
considerada, até hoje, titia do rock nacional. Os Mutantes, formado por
Rita Lee, Sérgio Dias e Arnaldo Baptista, nunca obtiveram grande sucesso
comercial, mas seu pioneirismo influenciou toda uma geração futura. O
grupo durou menos de dez anos e Rita Lee foi a única integrante que
conseguiu fazer sucesso com a carreira solo. No final desta década e começo
da próxima, o país viu surgir uma série de outras bandas, como A Bolha,
Bixo da Seda, Casa das Máquinas, Made in Brazil e O Terço, que nunca
chegaram a conseguir manter-se bem sucedidos, apesar dos dois últimos
citados existirem até hoje. O rock brasileiro voltou à ativa no final
dos anos 70 e começo dos 80, quando surgiu uma série de grupos de
diferentes estilos, alguns dos quais são consagrados até hoje no país.
No estilo rock blues, podemos citar Barão Vermelho (do qual saiu Cazuza),
Eduardo Dusek, Lobão, Rádio Taxi e Azul 29. Dentre os que apostavam em
letras bem humoradas estão Blitz, Ultraje a Rigor e João Penca e seus
Miquinhos Amestrados, além do Camisa de Vênus, que fazia um som mais
cru, totalmente punk, e o Joelho de Porco. Os Paralamas do Sucesso
apostaram na mistura de ska com rock e acertaram, enquanto que os Titãs já
mudaram seu estilo inúmeras vezes, mas continuam fazendo parte dos mais
vendidos no Brasil. A década de 80 trouxe também vários grupos punks
cujas letras de protesto eram cantadas pelos jovens mais pobres do país,
chegando também a conquistar os de classe média e alta. Ira!, Inocentes,
Cólera, Ratos de Porão e Olho Seco são alguns dos maiores
representantes do estilo punk brasileiro. Não se pode esquecer de citar o
thrash metal competente de grupos como Dorsal Atlântica e Sepultura. Este
último só começou a fazer sucesso no Brasil depois de ter vendido
milhares de cópias na Europa durante os anos 80, tornando-se o maior
representante do rock brasileiro no exterior. Nos anos 90, porém, o samba
e o pagode ganharam total espaço na mídia nacional, obscurecendo ótimos
grupos que surgiram no país. O mercado está praticamente fechado para o
rock’n’roll, que anda encontrando sérias dificuldades para continuar
existindo na cultura brasileira. Mesmo assim, grupos como Raimundos e
Angra, apesar de serem de estilos completamente diferentes (o primeiro é
punk e o segundo é power metal), andam abrindo algum espaço para os que
ainda devem surgir. Devagar e sempre, o rock continua a desenvolver-se por
aqui, chegando até mesmo a ter representantes do black e death metal
brasileiro, que já são conhecidos na Europa. Dentre essa nova safra
nacional estão grupos competentes como o Prime Mover, Pitbulls on Crack,
Zero Vision, Mistifyer, além de inúmeros outros que mereciam maior espaço
no cenário musical brasileiro. Mesmo tendo voltado à condição de
underground, que sempre lhe foi característica, o rock continua forte em
todo o país, onde encontra apoio dos fãs e da mídia especializada.
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Textos:
http://br.geocities.com/rebelancer3/historia_rock.html - www.casadoroque.hpg.com.br |
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