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01 -
História do
Hardcore
Enquanto estilo musical, em tese o hardcore não especifica um gênero
em especial. A palavra hardcore é usada para definir algo extremo, que
chega aos limites de suas próprias características. Por exemplo: um
filme pornográfico hardcore é aquele que traz as cenas mais ousadas,
mais obscenas, mais fortes. Assim, por esse raciocínio, hardcore
poderia ser qualquer banda de qualquer estilo, já que uma banda death
metal hardcore seria aquela mais pesada, mais rápida, mais inacessível
aos não-iniciados no gênero. Contudo, na história do rock,
convencionou-se chamar de hardcore os grupos que executam um som similar
ao das bandas da segunda geração punk britânica. A segunda geração
britânica de bandas punk surgiu no final da década de 70 quando, com o
fim dos Sex Pistols, o punk foi dado como morto naquele país. Porém,
uma grande cena underground, que não contava com o apoio e/ou cobertura
da mídia (como os conjuntos da primeira geração), interessada nas
novas modas, mantinha o punk rock vivo. Essa cena underground era
formada pelas bandas que viriam a ser as criadoras do hardcore, um punk
rock mais agressivo, mais tosco, mais direto, menos melódico e
infinitamente mais polêmico. Essas bandas foram responsáveis também
pela adoção de um visual pesadíssimo, pois seus integrantes vestiam
roupas rasgadas e/ou surradas sobrepostas por peças de couro, correntes
por todo lado, inúmeros piercings, tatuagens e moicanos imensos. Os
mais importantes nomes da segunda geração punk britânica foram o The
Exploited, o GBH e o Discharge. Obviamente, cada uma das três possuíam
suas particularidades sonoras e líricas (bem como as bandas da primeira
geração), mas eram parte de algo único, um movimento menor, mas mais
autêntico e que realmente estava de acordo com sua música: suja,
barulhenta, agressiva, ofensiva, mal tocada. Ou seja, hardcore. Além
das citadas, fizeram parte em menor escala de importância (não de
qualidade) da segunda geração punk britânica: Dead Man’s Shadow,
Vice Squad, Cockney Rejects, Peter & The Test Tube Babies, The
Lurkers, 999, Angelic Upstairs, Varukers e outras. Mas o hardcore também
se fez presente em outras partes do mundo (e se faz até hoje). Alguns
nomes: Terveet Kädet, Rattus, Crass, M.O.B., D.R.I., Verbal Abuse,
Suicidal Tendencies, Descents, Agnostic Front, Cro-Mags, Murphy’s Law,
Toxic Reasons, Chaos UK, Skrewdriver, Electro Hippies, Circle Jerks,
Extreme Noise Terror, Disaster, S.O.B., Siege, Maniacs, Infernö, Larm,
Riot Squad, Crude SS, Anti-Cimex, Ratos de Porão, Kaaos, Doom e inúmeros
outros. Vale lembrar que alguns desses grupos possuíam em meio ao seu
material músicas praticamente punks (afinal, foi dele que todas vieram)
e outros já começavam a fazer aquilo que pouco mais tarde se tornaria
o grindcore.
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02
- História do
Nwobhm
New Wave of British Heavy Metal Mais conhecida como NWOBHM, a New Wave
Of British Heavy Metal foi um movimento importantíssimo, responsável
pelo ressurgimento do heavy metal num momento que lhe foi extremamente
desfavorável, o fim dos anos 70, quando o punk rock era o centro de
todas as atenções. O maior expoente da NWOBHM - e também o grupo
que deu início a ela - foi, sem a menor sombra de dúvida, o Iron
Maiden. Surgida em 1976, a banda trazia elementos há muito
esquecidos, como instrumentistas capazes, peso, letras míticas e
todos os outros elementos típicos do heavy metal. Ao mesmo tempo, a
urgência do grupo era tão intensa quanto a dos punks. Não demorou
muito e outros conjuntos apresentando as mesma particularidades
surgiram, todos na Inglaterra (daí o nome ‘british’), e não
demorou muito para a criação de uma cena original e fadada a
devolver o heavy metal aos seus dias de glória. Ao lado do Iron
Maiden, fizeram a NWOBHM grupos como Saxon, Blitzkrieg, Savage,
Diamond Head, Legend, Holocaust, Satan, Rhabstallion, Sweet Savage e
outros menos cotados. Foram, todos eles, responsáveis por devolver à
vida um estilo há muito desenganado pela crítica e elevá-lo
novamente à condição de destaque que ocupara com o Black Sabbath
antes deles.
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03
- História do Folk Rock
A importância do folk rock no cenário do rock’n’ roll em geral pode
ser sentida na fama de Bob Dylan ou até mesmo nas raízes dos Beatles
que, antes mesmo de serem os Beatles, possuíam um grupo de folk music.
Folk, traduzido para o português, quer dizer povo. Consequentemente, a música
popular americana ou britânica serviu como influência para vários
grupos de rock destes países, tornando-se mais fonte de transformação
do próprio rock. É necessário enfatizar que o conceito de música
popular que estamos abrangendo aqui é bem diferente daquele que temos em
mente quando pensamos em música popular brasileira. Nos Estados Unidos e
Inglaterra, folk music é aquela que não tem autor próprio, como as
cantigas de roda ou canções de ninar, que passam de pais para filhos
durante gerações, sem que seu verdadeiro autor seja mencionado. Outro
fator importante da folk music é que, através dos tempos, ela foi sendo
alterada, ganhando novas versões e novos sentidos que, muitas vezes, são
bem distintos de seus originais. Este tipo de música surgiu basicamente
na era da depressão, por volta dos anos 30, quando compositores
desconhecidos cantarolavam pelas ruas e em suas casas, transmitindo seus
conceitos e idéias. Com o passar dos anos, a folk music passou a ser
usada como forma de expressão política, refletindo os problemas e os
desejos da sociedade ou comunidade em que fora criada. Aliada ao rock, a
folk music transformou-se em folk rock, uma nova modalidade musical que
misturava as letras sérias e políticas do folk com as guitarras frenéticas
do rock. A transição de um estilo para outro, até a sua completa junção,
aconteceu durante os anos de sucesso de Bob Dylan , um dos maiores, senão
o maior, representantes deste tipo de música. Grupos e músicos que
apreciavam ambos os estilos musicais, e, obviamente, eram influenciados
por eles, passaram a mesclar tudo o que consideravam ser o melhor das duas
artes musicais. Em 1965, um grupo chamado The Byrds, gravou a famosa
"Mr. Tambourine Man", que contém uma estranha combinação de
guitarra elétrica de doze cordas, mais uma guitarra comum, baixo e
bateria. O resultado, que foi chamado folk rock, fez com que a canção
alcançasse os mais altos postos nas paradas norte-americanas e britânicas,
abrindo os olhos do público para aquela nova forma de expressão. O disco
"Mr. Tambourine Man" continha claras influências do folk, uma
vez que trazia quatro covers de Bob Dylan, que vinham acompanhadas por
guitarras elétricas, baixo e bateria. No mesmo ano de 1965, outras canções
do grupo chegaram aos primeiros lugares das paradas, estimulando a formação
de várias outras bandas do mesmo estilo. O The Byrds continuou a lançar
sucessos, sendo considerado um dos precursores do folk rock mundial. Outro
grupo conhecido de folk rock é o Buffalo Springfield, de Los Angeles,
Califórnia. Adotando também a fórmula que mistura a seriedade do folk
com a diversão do rock, a banda não durou muito mais do que dois anos,
mas tornou-se conhecida por suas músicas de protesto, como "For What
It’s Worth", por exemplo. Seu vocalista, Neil Young, seguiu
carreira solo, que foi impulsionada por este grupo, tornando-se bastante
conhecido no cenário musical. Além desta banda, a difusão e o sucesso
do folk rock trouxe também alguns artistas solo como a cantora Joan Baez,
que ficou conhecida após incluir um cover de seu namorado, Bob Dylan, em
seu disco, "Diamonds and Rust". O cantor Donovan, um escocês
que foi considerado uma das maiores imitações de Dylan, também
aproveitou a onda do folk rock e gravou "This Machine Kills".
Mesmo com um estilo não próprio, a carreira de Donovan decolou e ele
tornou-se o autor de vários sucessos na década de 70 e começo da década
de 80, lançando uma série de discos que utilizavam tambores e outros
instrumentos diferenciados. Muitos foram os grupos e cantores de folk rock
e mais ainda foram aqueles influenciados por eles e que, consequentemente,
contém em sua música um pouco do espírito de protesto das décadas de
60 e 70, com temas dos anos 80 e 90. Até mesmo bandas de outros estilos
de rock, como o heavy metal e o thrash metal, utilizam o peso de suas
guitarras para bradar os problemas do mundo de hoje, tornando-se, então,
discípulos do folk rock. A amplitude do sentido folk rock é tão grande
que nela podemos incluir, ao mesmo tempo, Mamas and Papas, Paul Simon e
Art Garfunkel, Donovan e, se quisermos arriscar, Metallica e Sepultura.
Claro que estes últimos estão incluídos na lista por suas letras de
protesto e não pelo estilo de som que fazem mas, de qualquer maneira,
encaixam-se na enorme cadeia de bandas que fazem folk rock.
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04
- História do Power Metal
No início da década de 80, quando a NWOBHM tomava de assalto as paradas
musicais e os ouvidos de todos os fãs de heavy metal do mundo, começava
a surgir nos porões europeus e americanos uma forma mais agressiva e
pesada de se fazer heavy metal, mas ainda bastante técnica e preocupada
com nuanças melódicas. Ainda que esta não seja uma definição
totalmente correta, pode-se dizer que o power metal foi a ponte entre as
bandas metálicas dos anos 70 (e, por extensão, da NWOBHM) e o thrash
metal (que, pouco depois, estouraria com Metallica, Slayer, Megadeth e
outros). Os grupos de power metal surgiram e desapareceram num espaço
bastante curto de tempo, sendo que alguns também se encaixam sob o rótulo
thrash e outros sob o rótulo heavy metal tradicional. Aqui, é impossível
dizermos quem começou o movimento (aliás, nunca se tratou disso). O que
podemos fazer é listar algumas bandas que fizeram power metal em algum
momento de sua carreira (mas quase todas elas principalmente entre 1980 e
1985 mais ou menos, quando atravessaram seu auge). Nomes de peso da tendência
foram: Liege Lord, Manowar, Exciter, Grave Digger, Oz, Iron Angel, Chariot,
Agent Steel, Savage Grace, Hirax, Sacrifice, Running Wild, Helloween, Rage,
Anvil, Abbatoir, Raven, Cirith Ungol, Mercyful Fate e alguns outros.
Muitas dessas bandas possuíam um lado quase thrash, mas eram muito mais
melódicas e não se encaixavam perfeitamente sob o rótulo. Por isso,
cunhou-se o nome speed metal para defini-las. Contudo, o termo é muito
vago e discutível (embora power metal também o seja) e é preferível não
usá-lo. Enfim, o que chamamos de power metal é uma música pesada e
intensa, mas sem a agressividade e urgência características do thrash.
Por outro lado, grupos que se enquadram nessa categoria tampouco se
parecem com os da NWOBHM, sendo razoavelmente mais agressivos. Nesse hiato
entre ambos, nesse pequeno intervalo da história do heavy metal, apareceu
o power.
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Textos:
http://br.geocities.com/rebelancer3/historia_rock.html - www.casadoroque.hpg.com.br |
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